Barão do Rio Verde

 

João Antônio de Lemos nasceu no dia 14 de Outubro de 1788 .Casou se duas vezes , o primeiro matrimônio em 1812 , ele com 24 anos e ela, Luiza Amália com 22 anos , ficou viúvo com 54 anos e com 62 casa se com Olimpia Lemos Vilela de 19 anos , sua sobrinha.  Por decreto imperial , recebeu o título de Barão do Rio Verde em 11 de Dezembro 1841, por relevantes serviços prestado ao país.

Teve o Barão atuação destacada e brilhante , pela sua experiência de administrador e industrial , na comissão de Comércio , Agricultura , Industria e Artes , na qual foi membro permanente durante toda sua vida de parlamentar , e onde pode por á prova a sua capacidade de realizador e de patriota .Fez o Barão parte da Sociedade Defensora da Independência e Liberdade , sendo um dos seus membros fundadores , sociedade essa que , como a Maçonaria e ouras semelhantes , teve grande importância no Brasil durante o período regencial .Embora não possuísse o Barão nenhum diploma ou curso além do primário , era contudo um homem estudioso , autodidata, conhecia vários idiomas , fez versos , e possuiu aqui em São Gonçalo  uma das maiores e melhores bibliotecas da região , com mais de dois milhares de volumes , de escritores franceses , ingleses , americanos e portugueses . Criou em São Gonçalo um Clube de Leitura . Fundou em São Gonçalo um colégio que foi dirigido pelo professor Luiz Dalle Affalo .        

 Barão foi morto no dia 30 de Dezembro de 1864 por Dr. Gomes de Souza , médico e casado com uma sobrinha neta do Barão . Seu assassino foi , em três júris sucessivos , condenado ora a prisão perpétua , ora a morte , mas , finalmente prevalecida a tese da sua irresponsabilidade por tratar se de um alienado , foi recolhido ao hospício D. Pedro II, no Rio de Janeiro , onde veio a falecer após alguns anos de reclusão

 

Casa onde morou o Barão do Rio Verde

A demolição do casarão do Barão do Rio Verde

O casarão que pertenceu ao Barão do Rio Verde foi demolido recentemente , numa demonstração clara que o município de São Gonçalo do Sapucaí, não preserva suas tradições culturais . Funcionou muitos anos como hotel do comércio , como Ginásio e Escola Normal "Bárbara Heliodora". Quando se tornou um fato a demolição do antigo Sobrado , o vereador André Lorieri e sua esposa Rosa Mattar fizeram de tudo para evitar a consumação deste crime . A falta de documentação comprometeu o processo de tombamento do edifício , que veio abaixo. Com isto São Gonçalo perdeu um elemento insubstituível de sua história.Um casarão que deixou uma marca histórica em nossa cidade . Construído ao final do século XVIII , por Dionísio Fonseca Reis Campos , depois passou a ser do Barão do Rio Verde . Homem de grande influência na província. Agora só existe em fotografia e a lembrança descolorida do vazio. É uma pena que o povo de São Gonçalo do Sapucaí não tomasse a iniciativa para se evitar a demolição .Uma verdadeira "catástrofe Cultural".

Mas uma página de história perdida...

 

 

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